EVODUXProdutos de inteligência para custos assistenciais
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar

Colecistectomia videolaparoscópica

Código Evodux a definir · versão 1.3.1 · data-base out/2026 · produto licenciado

Análise de custos
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar · Cirurgia geral e do aparelho digestivo
Colecistectomia videolaparoscópica
Custo do procedimento sob a perspectiva do hospital: quanto custa realizar a colecistectomia por vídeo eletiva, qual preço cobre esse custo com a margem desejada e quanto ele gera hoje em conta aberta.
Colecistectomia videolaparoscópica
Código Evoduxa definir
Versão1.3.1
Data-baseOut/2026
Próxima atualizaçãoAbr/2027

Leitura econômica do procedimento

Resumo do produto

ElementoReferência do produto
O que é o produtoCusto de procedimento cirúrgico hospitalar (CPH): custo do procedimento, estrutura hospitalar e resultado econômico do hospital
Base técnicaBase técnica Evodux de colecistectomia videolaparoscópica v1.0 (preços dos 58 itens, quantidades e tempos inalterados; custo-hora do centro cirúrgico padronizado em R$ 249,50/h em 23/10/2026, versão 1.2 do produto) · data-base out/2026
ProcedimentoColecistectomia videolaparoscópica eletiva sem colangiografia, por colelitíase sintomática não complicada
Código TUSS31005497 · Colecistectomia sem colangiografia por videolaparoscopia (CBHPM 3.10.05.49-7, porte 9C, 2 auxiliares, porte anestésico 5; porte, auxiliares, porte anestésico, vigência e cobertura a confirmar na tabela contratada)
EspecialidadeCirurgia geral e do aparelho digestivo
Escopo hospitalarComponente hospitalar do episódio, com OPME incluída
Honorários médicosNão incluídos no custo hospitalar (cirurgião, auxiliares e anestesiologista)
Preço de referência EvoduxR$ 4.293,47 (apartamento standard) · R$ 2.578,03 (enfermaria)
Permanência1 diária de acomodação, alta em até 24 horas; UTI não programada
OPME principalClipes de titânio para ligadura, 1 cartucho com 6 clipes (R$ 47,20)
Código e data-baseCódigo Evodux a definir · versão 1.3.1 · data-base out/2026
Escopo do produto
Componente hospitalar do episódio, com OPME incluída. Honorários do cirurgião, dos auxiliares e do anestesiologista não integram o custo hospitalar. Exames e consultas antes da internação, exame anatomopatológico da vesícula, curativos e retornos após a alta ficam fora deste custo. Código TUSS: 31005497.

Como utilizar este produto

Um roteiro em seis etapas, do protocolo ao resultado econômico do hospital.

01Confirmar o caso índice

Verifique se os pacientes do hospital correspondem à colecistectomia videolaparoscópica eletiva por colelitíase sintomática não complicada, sem colangiografia, sem dreno, com alta em até 24 horas, que serve de referência ao custo.

02Revisar protocolo e custo

Leia os protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, informe o custo de aquisição do hospital e os códigos TUSS dos itens.

03Custear a estrutura

Informe sala cirúrgica, acomodação e custos operacionais no modo simplificado ou no custeio detalhado por centro de custo.

04Precificar o procedimento

Defina tributos e margem e obtenha o preço de equilíbrio e o preço do procedimento, comparados à referência Evodux e aos benchmarks.

05Medir a operação atual

Envie as contas reais do procedimento para cruzar a utilização com o protocolo e medir faturamento, receita líquida, custo e resultado.

06Avaliar propostas e acompanhar

Compare uma proposta da operadora ou um pacote particular com o seu custo, teste cenários e, após implantar, acompanhe previsto e realizado.

Quatro grandezas que o produto nunca mistura
Faturamento é o que o hospital cobra. Receita líquida é o que efetivamente recebe depois de glosas e ajustes. Custo é o valor dos recursos consumidos para realizar o procedimento. Resultado é a receita líquida menos tributos, encargos incidentes e custo. A conta hospitalar não é custo e o preço negociado não é custo.

Origem de cada informação

Dado EvoduxDado do hospitalConta importadaCalculadoBenchmark

Todo indicador com o botão i abre a rastreabilidade completa: dado de origem, fonte, premissa e fórmula. Valores sem base aparecem como não informado e nunca como zero.

Caso índice clínico

Premissas que orientam o protocolo-base e a precificação.

TUSS31005497 · sem colangiografia
AnestesiaGeral balanceada
TécnicaVideolaparoscopia · 4 portais · clipes de titânio · sem dreno
Permanência1 diária · sem UTI
PremissaCaso índice Evodux
Paciente de referênciaAdulto, 40 anos utilizados exclusivamente como referência de modelagem; ASA I ou II. Idade, peso e IMC são premissas, não critério de seleção; ASA II pode indicar doença sistêmica leve, que deve ser documentada no episódio
Peso / altura / IMC70 kg / 1,70 m / 24,2 kg/m²
Condição clínicaColelitíase sintomática não complicada, em caráter eletivo, sem colecistite aguda, coledocolitíase, pancreatite ou icterícia. Colelitíase sintomática é indicação de colecistectomia laparoscópica [C1]
ComorbidadesSem comorbidade descompensada (o ASA II admite doença sistêmica leve, a documentar no episódio) e sem os fatores de alto risco de infecção listados pela diretriz de profilaxia antimicrobiana, entre eles cólica biliar nos últimos 30 dias, diabetes e idade acima de 70 anos [A4]; sem uso de anticoagulante
ProcedimentoColecistectomia videolaparoscópica sem colangiografia, com identificação das estruturas pela visão crítica de segurança [C2]
Códigos de referênciaTUSS 31005497, Colecistectomia sem colangiografia por videolaparoscopia (CBHPM 3.10.05.49-7, porte 9C, 2 auxiliares, porte anestésico 5; porte, auxiliares, porte anestésico, vigência e cobertura a confirmar na tabela contratada). A variante com colangiografia (TUSS 31005470, porte 10A) fica fora do caso índice. Os códigos 31005497 e 31005470 constam da tabela CBHPM publicada no servidor FHIR de homologação da ANS (versão 202309), que confirma a descrição dos códigos; vigência na TUSS 2026, porte, auxiliares, porte anestésico e cobertura no Rol da ANS ficam a confirmar em fonte oficial vigente, sem promessa de cobertura
Técnica anestésicaAnestesia geral balanceada com intubação orotraqueal, indução venosa e manutenção com sevoflurano. Técnica de referência adotada como premissa de modelagem
Técnica do procedimentoPneumoperitônio com CO2 por acesso aberto ou fechado (a diretriz de 2010 não demonstrou diferença de segurança entre eles; a escolha segue treinamento, caso e julgamento [C1]), em baixa pressão, abaixo de 12 mmHg [A6]; 4 portais com trocartes permanentes; infiltração dos portais com anestésico local de longa duração antes da incisão, sem associar anestésico intraperitoneal [A6]; visão crítica de segurança e pausa momentânea de confirmação antes de clipar, sugestões baseadas em opinião de especialistas [C2]; sem identificação segura, não clipar e reclassificar a estratégia; ligadura do ducto e da artéria císticos com clipes de titânio; retirada da vesícula em bolsa pelo portal umbilical, premissa de técnica (bolsa opcional [C1], sem redução estatística demonstrada de infecção de ferida [C5]); lavagem com soro e aspiração do pneumoperitônio (revisão PROSPECT de 2018 [A6]); sem dreno de rotina [C1][C4]; sem colangiografia. A diretriz multissociedades de 2020 não formulou recomendação sobre colangiografia na colecistectomia eletiva não aguda [C2]; a diretriz SAGES de imagem intraoperatória da via biliar sugere a colangiografia, inclusive de rotina, como recomendação condicional com certeza baixa e, com exames laboratoriais normais, visão crítica definitiva e nenhuma outra indicação, decisão individual conforme experiência do cirurgião, fatores do paciente e recursos institucionais [C6]. O caso índice mantém o cenário econômico sem colangiografia, que não é recomendação de omiti-la; adotá-la exige decisão institucional documentada e outra jornada de custo (TUSS 31005470). Número de portais, trocartes permanentes, clipes de titânio e uso da bolsa são premissas de modelagem: a diretriz de 2010 não fixa o número de portais e trata a bolsa como opcional [C1]; a atualização PROSPECT 2024 recomenda 3 portais e deixa a técnica preferida à experiência do cirurgião [A6]. A decisão técnica permanece do cirurgião.
Profilaxia antibióticaNão rotineira no caso índice de baixo risco [A4][C1]; a revisão sistemática considera a evidência insuficiente para apoiar ou refutar a profilaxia em baixo risco [A5]. Com fator de alto risco, cefazolina 2 g IV em dose única até 60 minutos antes da incisão [A4]: item condicional, não precificado. A diretriz admite dose única para todos os pacientes quando os fatores não são conhecidos antes da cirurgia [A4]: essa escolha é institucional e entra pelo protocolo institucional
Prevenção de tromboembolismoRisco individual estratificado pelo escore de Caprini: idade e IMC do caso índice não bastam. No risco muito baixo (Caprini 0), deambulação precoce sem profilaxia; no baixo risco, profilaxia mecânica, preferencialmente compressão pneumática intermitente [P1][P3]. Precificada a meia antiembolia como configuração econômica divergente dessa preferência; decisão pelo responsável técnico
OPME1 cartucho com 6 clipes de titânio médio-grandes para ligadura do ducto e da artéria císticos
UTINão programada; zero diária de UTI no caso índice
Permanência prevista1 diária em apartamento standard (ou enfermaria), com alta em até 24 horas da admissão. A alta no mesmo dia é possível na colecistectomia não complicada [C1][P2]; a diária única é premissa econômica
Regra do caso índice
O caso índice norteia o dimensionamento técnico e econômico. Número de portais, trocartes permanentes, clipes de titânio, bolsa extratora, sonda orogástrica e ausência de colangiografia são premissas de modelagem, não indicação clínica. Ajustes por anatomia, achados intraoperatórios, risco tromboembólico e protocolo institucional seguem responsabilidade assistencial.

Jornada e permanência do caso índice

EtapaCaso índice Evodux
AdmissãoNo dia da cirurgia, em jejum conforme o protocolo anestésico, com exames e avaliação pré-anestésica prévios fora deste custo
Sala cirúrgicaAté 2 horas, da entrada na sala à saída: indução anestésica, posicionamento, antissepsia, pneumoperitônio, colecistectomia, extração da peça, síntese e curativo
Recuperação (RPA)Até 2 horas após a cirurgia, com monitorização até os critérios de alta da recuperação
Unidade de internaçãoApartamento standard ou enfermaria: analgesia multimodal, tratamento de náusea, hidratação até a aceitação da dieta, deambulação precoce e meia antiembolia
UTINão programada. Transferência somente por intercorrência (sangramento, lesão de via biliar, evento cardiorrespiratório), tratada como evento fora do caso índice
AltaPremissa de custeio: alta em até 24 horas da admissão. A decisão de alta é do médico assistente. A diretriz da SAGES admite alta no mesmo dia com dor, náusea e vômito controlados [C1]; os demais critérios de referência (dieta aceita, deambulação, diurese espontânea, sem sinais de sangramento, orientações e retorno) não têm fonte específica no produto e ficam a validar pelo responsável técnico. Tempo de sala, recuperação e diária são premissas econômicas, não critérios de alta.
Total do episódio1 diária de acomodação · 0 diária de UTI · 2 horas de sala · 2 horas de recuperação
Por que sem UTI e sem dreno
O dreno não é necessário após a colecistectomia laparoscópica eletiva [C1] e a revisão sistemática não encontrou evidência que sustente o dreno de rotina [C4]. Curta permanência, 1 diária de acomodação e ausência de UTI programada são premissas de modelagem do caso índice. Dreno, colangiografia, UTI planejada ou permanência prevista maior caracterizam outra jornada e exigem reclassificação.

Como o caso índice deve ser usado

O caso índice é a referência do custo deste produto: colecistectomia videolaparoscópica eletiva por colelitíase sintomática não complicada, em adulto de baixo risco, sem colangiografia, sem dreno, sem UTI programada e com permanência de até uma diária. Antes de comparar o custo de um episódio real com a referência, confirme se ele é comparável a esse caso.

Colecistite aguda, coledocolitíase, colangiografia ou exploração da via biliar, pancreatite biliar, conversão para cirurgia aberta, procedimento associado (por exemplo, hernioplastia), uso de dreno, UTI programada ou permanência prevista acima de uma diária descrevem outro procedimento ou outra jornada. Nesses casos, o custo deste produto não se aplica diretamente e a diferença não deve ser lida como desvio de protocolo.

Regra de uso
Usar o custo e o preço deste produto somente para episódios que correspondam ao caso índice. Episódios de outra natureza exigem o custo do procedimento correspondente.

Protocolo anestésico

Anestesia geral do caso índice: o que será feito, como será realizado e quais recursos sustentam o procedimento.

AnestesiaGeral balanceada · intubação orotraqueal
O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Avaliação e preparaçãoConfirmar o enquadramento no caso índice, o jejum, o plano anestésico e puncionar acesso venoso periférico.Avaliação antes da anestesia, cateter venoso 20G e equipo (2 cateteres como premissa de consumo com contingência, não dois acessos). Jejum conforme o protocolo institucional, com líquido claro com carboidrato permitido até 2 horas antes em adultos saudáveis de cirurgia eletiva, sem condição que aumente o risco de aspiração [A2].
MonitorizaçãoMonitorar continuamente a oxigenação (oximetria de pulso) e a ventilação (capnografia) e manter ECG contínuo; medir pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos; temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita.Cardioscopia, oximetria de pulso, pressão não invasiva, capnografia e temperatura [A1]. Analisador de oxigênio, alarmes de desconexão, sensor de oximetria reutilizável, linha de amostragem da capnografia, sensor de temperatura e aquecimento do paciente não estão na composição de itens: presumidos na estrutura da sala, a confirmar pelo hospital.
AnsióliseAdministrar benzodiazepínico em dose baixa antes da indução, quando indicado.Midazolam.
Indução e intubaçãoInduzir por via venosa com opioide, hipnótico e bloqueador neuromuscular e intubar a traqueia.Fentanila, propofol, lidocaína, rocurônio, tubo endotraqueal 7,0 com balonete e cânula de Guedel. Lidocaína em dose de indução, premissa sem fonte específica no produto; não se trata da infusão contínua de lidocaína, que a fonte não recomenda [A6].
Descompressão gástricaPassar sonda orogástrica após a intubação e retirá-la ao fim da cirurgia.Sonda gástrica nº 16. Premissa institucional, sem fonte específica no produto.
ManutençãoManter anestesia inalatória em baixo fluxo, com complemento de opioide e de bloqueador neuromuscular conforme a resposta.Sevoflurano, rocurônio (2 frascos como premissa de consumo) e filtro trocador de calor e umidade.
Profilaxia de náusea e vômitoFazer profilaxia com duas intervenções em adultos com qualquer risco de náusea e vômito.Dexametasona e ondansetrona, a associação mais estudada [A3]. Dexametasona IV também integra a analgesia recomendada [A6]. Doses conforme o anestesiologista.
Profilaxia antibióticaNão administrar profilaxia de rotina no caso índice de baixo risco; com fator de alto risco, cefazolina 2 g IV até 60 minutos antes da incisão.Nenhum antibiótico precificado no caso índice [A4][C1]. Cefazolina é item condicional [A4]: se adotada, entra com quantidade e custo no protocolo institucional. Dose de 2 g no adulto de referência; 3 g com peso de 120 kg ou mais e redose conforme duração e perda sanguínea [A4]. As 2 horas de sala não equivalem a procedimento prolongado.
Configuração de referência
Técnica de referência do protocolo: anestesia geral balanceada com intubação orotraqueal. Anestesia venosa total, bloqueios da parede abdominal e monitorização quantitativa do bloqueio neuromuscular não fazem parte da configuração precificada. Bloqueios TAP e ESP são opção de segunda linha, não rotina, na colecistectomia laparoscópica [A6]. A reversão do bloqueio segue a diretriz de monitorização e antagonismo [A7].

Suporte durante e ao fim da anestesia

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Analgesia intraoperatóriaIniciar a analgesia multimodal antes do despertar.Dipirona e cetoprofeno. A fonte recomenda paracetamol com anti-inflamatório [A6]; a dipirona substitui o paracetamol por escolha da prática brasileira, sem fonte específica no produto. Cetoprofeno: 1 frasco de 100 mg no intraoperatório e 2 no pós-operatório são estoque de custeio; a soma de 300 mg não autoriza essa dose em 24 horas: dose, intervalo e máximo diário seguem a bula e o protocolo institucional aprovado.
HidrataçãoManter reposição volêmica com cristaloide balanceado durante a cirurgia.Ringer com lactato, 2 bolsas de 500 mL (premissa de consumo).
Reversão do bloqueio neuromuscularReverter o bloqueio residual antes da extubação.Configuração econômica de referência: neostigmina com atropina. A diretriz ASA de 2023 recomenda monitorização quantitativa no adutor do polegar e razão TOF de 0,9 ou mais antes da extubação; recomenda sugamadex no bloqueio profundo, moderado ou superficial por rocurônio e aceita neostigmina como alternativa no bloqueio mínimo, isto é, razão TOF de 0,4 a menos de 0,9; a extubação exige razão TOF de 0,9 ou mais medida por monitor quantitativo; com recuperação espontânea adequada comprovada por monitor quantitativo, o antagonista não é necessário [A7]. Monitor quantitativo e sugamadex não estão na composição de itens: enquanto a instituição não confirmar o monitor quantitativo na estrutura da sala ou não o custear, esta configuração não é declarada aderente à diretriz. A escolha do antagonista fica com o anestesiologista; sugamadex não é acrescentado a todos os casos e, se adotado, exige custeio próprio no protocolo institucional.
Extubação e transferênciaExtubar com o paciente acordado e transferir para a recuperação.Aspiração de vias aéreas, seringas e agulhas de preparo.
Regra de modelagem
As quantidades de medicamentos e materiais utilizadas na precificação representam premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual. A quantidade é de embalagem aberta ou unidade consumida, não dose administrada: 1 ampola de midazolam (15 mg) ou 2 frascos de rocurônio (100 mg) não indicam a dose aplicada.

Precificação do protocolo anestésico

Itens e custos do protocolo anestésico, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos de indução e manutenção
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Profilaxias, analgesia, reversão e hidratação
Materiais de via aérea, monitorização e descompressão gástrica
Materiais de acesso, preparo e administraçãoAbertura item a item
Subtotal protocolo anestésico
Fonte econômica
Seringas e agulhas estão abertas por apresentação e quantidade. O sevoflurano está expresso em mililitros consumidos em baixo fluxo, como premissa de consumo. Honorários do anestesiologista não integram o subtotal.

Referências bibliográficas do protocolo anestésico

Literatura técnico-científica utilizada e sua aplicação específica no protocolo.

A1
American Society of Anesthesiologists. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Schaumburg (IL): American Society of Anesthesiologists; aprovado em 21/10/1986, última emenda em 15/10/2025. Norma da sociedade, sem PMID e sem DOI.
Aplicação: Tipo: norma da sociedade (texto oficial, última emenda em 15/10/2025). Padrão II: oxigenação com oximetria de pulso e analisador de oxigênio inspirado com alarme; ventilação com capnografia contínua com tubo traqueal até a extubação e alarme de desconexão; circulação com ECG contínuo e pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos; temperatura quando houver alteração clinicamente relevante prevista ou suspeita. Não trata de monitorização do bloqueio neuromuscular nem fixa quantidade de eletrodos ou sensores (premissa de custeio). Analisador, alarmes e linha de capnografia são estrutura da sala a confirmar pelo hospital. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, Harbell MW, Kuo CI, Soriano SG, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (atualização modular). Recomendação 1: líquidos claros com carboidrato até 2 horas antes da cirurgia em adultos saudáveis de procedimento eletivo, sem condição que aumente o risco de aspiração. Não define os tempos para sólidos e leite não humano, que pertencem à diretriz ASA de 2017 (não citada no produto). A bebida com carboidrato não é item de custeio deste produto. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36629465/
A3
Gan TJ, Jin Z, Ayad S, Belani KG, et al. Fifth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting: Executive Summary. Anesth Analg. 2026;143(3):497-513 (publicação online em 14/11/2025). doi:10.1213/ANE.0000000000007816. Relatório completo no Apêndice 1 (material suplementar). PMID: 41237407 (registro PubMed conferido pela auditoria externa de 23/10/2026). Histórico: quarto consenso, Anesth Analg. 2020;131(2):411-448, doi:10.1213/ANE.0000000000004833, PMID: 32467512, com errata publicada (teor não conferido).
Aplicação: Tipo: consenso de painel internacional. Relatório completo, diretriz 3: profilaxia com duas intervenções em adultos com qualquer risco de náusea e vômito; a associação de antagonista 5-HT3 com dexametasona é a combinação mais estudada. Diretriz 4: tratamento de resgate com agente de outra classe farmacológica; repetir a mesma classe não traz benefício (antagonista 5-HT3 pode ser repetido após 6 horas, se não houver alternativa). Não valida o dimenidrinato como escolha específica de resgate deste produto nem fixa as doses usadas no custeio. doi.org/10.1213/ANE.0000000000007816
A4
Bratzler DW, Dellinger EP, Olsen KM, Perl TM, Auwaerter PG, Bolon MK, et al. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery. Am J Health Syst Pharm. 2013;70(3):195-283. doi:10.2146/ajhp120568. PMID: 23327981.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASHP, IDSA, SIS e SHEA). Tabela 2, trato biliar: procedimento laparoscópico eletivo de baixo risco sem profilaxia (força A); alto risco: cefazolina ou alternativas (A). Nota l da Tabela 2: fatores de alto risco (urgência, diabetes, duração prolongada do procedimento, ruptura da vesícula, idade acima de 70 anos, conversão, ASA 3 ou mais, cólica biliar nos 30 dias anteriores, reintervenção em menos de um mês, colecistite aguda, derramamento de bile, icterícia, gestação, vesícula não funcionante, imunossupressão, prótese) e admissão de dose única para todos quando os fatores não são conhecidos antes da cirurgia. Tabela 1: cefazolina 2 g no adulto e 3 g com peso de 120 kg ou mais; redose por duração e perda sanguínea conforme a diretriz. Texto: início até 60 minutos antes da incisão. A força A da recomendação não se estende automaticamente a cada agente e dose. As 2 horas de sala do caso índice não equivalem a duração cirúrgica prolongada. A SHEA marca a diretriz como em revisão. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23327981/
A5
Sanabria A, Dominguez LC, Valdivieso E, Gomez G. Antibiotic prophylaxis for patients undergoing elective laparoscopic cholecystectomy. Cochrane Database Syst Rev. 2010;(12):CD005265. doi:10.1002/14651858.CD005265.pub2. PMID: 21154360.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise de ensaios randomizados (11 ensaios, 1.664 participantes, maioria de baixo risco). Infecção de sítio cirúrgico sem diferença (OR 0,87; IC95% 0,49 a 1,54). Conclusão: evidência insuficiente para apoiar ou refutar a profilaxia em baixo risco. Não demonstra dano nem define agente ou dose. Acesso ao resumo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21154360/
A6
Bourgeois C, Oyaert L, Van de Velde M, Pogatzki-Zahn E, Freys SM, Sauter AR, et al. Pain management after laparoscopic cholecystectomy: a systematic review and procedure-specific postoperative pain management (PROSPECT) recommendations. Eur J Anaesthesiol. 2024;41(11):841-855. doi:10.1097/EJA.0000000000002047. Resumo oficial de recomendações da ESRA. Histórico: Barazanchi AWH et al. Br J Anaesth. 2018;121(4):787-803, doi:10.1016/j.bja.2018.06.023, PMID: 30236241.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática procedimento-específica com recomendações (PROSPECT). Atualização 2024 (resumo oficial de recomendações): paracetamol IV e AINE ou inibidor da COX-2 antes da cirurgia; dexametasona IV; opioide como resgate; infiltração dos portais ou anestésico local intraperitoneal, sem combinar as duas técnicas; bloqueios TAP e ESP como segunda linha; gabapentinoide só quando a analgesia básica não é possível; pneumoperitônio de baixa pressão (abaixo de 12 mmHg); técnica de 3 portais recomendada, com a técnica preferida deixada à experiência do cirurgião. Não recomenda infusão de lidocaína IV. Revisão de 2018 (histórico): infiltração preferencialmente antes da incisão e lavagem com soro e aspiração do pneumoperitônio. Não define doses nem sustenta a dipirona, escolha institucional. esraeurope.org/wp-content/uploads/2024/08/Summary-recommendations_Lap-cholecystectomy-EN.pdf
A7
Thilen SR, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Monitoring and Antagonism of Neuromuscular Blockade. Anesthesiology. 2023;138(1):13-41. doi:10.1097/ALN.0000000000004379. PMID: 36520073 (registro PubMed conferido pela auditoria externa de 23/10/2026).
Aplicação: Tipo: diretriz de prática. Recomenda monitorização quantitativa em vez de avaliação qualitativa, no adutor do polegar, e razão TOF de 0,9 ou mais antes da extubação; recomenda sugamadex em vez de neostigmina no bloqueio profundo, moderado ou superficial por rocurônio ou vecurônio; sugere neostigmina como alternativa razoável no bloqueio mínimo (razão TOF de 0,4 a menos de 0,9). Nas conclusões: com recuperação espontânea adequada (TOF de 0,9 ou mais), identificada só por monitor quantitativo, o antagonista farmacológico não é necessário. Monitor quantitativo e sugamadex não estão na composição de itens deste produto. doi.org/10.1097/ALN.0000000000004379

Configuração anestésica e aderência bibliográfica

Delimitação entre as recomendações consultadas e a configuração efetivamente precificada.

Configuração precificada
Versão-base: anestesia geral balanceada com fentanila, propofol, rocurônio e sevoflurano, profilaxia de náusea com dexametasona e ondansetrona, dipirona e cetoprofeno intraoperatórios, reversão com neostigmina e atropina e sonda orogástrica. Sem antibiótico de rotina no caso índice de baixo risco. A escolha definitiva segue avaliação individual e protocolo institucional.
Aderência bibliográfica / componentes não incluídos
A revisão PROSPECT recomenda paracetamol com anti-inflamatório [A6]; a versão-base usa dipirona no lugar do paracetamol, divergência a decidir pelo responsável técnico. Pneumoperitônio de baixa pressão e lavagem com aspiração do pneumoperitônio são recomendados quando possível [A6] e não alteram o custo de itens. A diretriz de profilaxia antimicrobiana não indica profilaxia no baixo risco e admite dose única universal como escolha institucional [A4]. Sugamadex, monitorização quantitativa do bloqueio e outros esquemas de profilaxia de náusea não estão precificados. Somente os componentes explicitamente apresentados nas tabelas estão precificados nesta versão-base.
Regra para customização
Inclusão de recurso anestésico adicional, como cefazolina em dose única para todos os pacientes, sugamadex ou bloqueio guiado por ultrassom, exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação, no protocolo institucional.

Protocolo do procedimento

Colecistectomia videolaparoscópica do caso índice descrita pelo que será feito, como e com quais recursos.

TécnicaVideolaparoscopia · 4 portais · visão crítica de segurança · clipes de titânio

Preparo, antissepsia e pneumoperitônio

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
PosicionamentoPosicionar o paciente em decúbito dorsal com os membros fixados, permitindo a mudança de decúbito durante a cirurgia.Placa dispersiva do bisturi elétrico e meia antiembolia já calçada. Profilaxia mecânica no baixo risco [P1]; a fonte prefere compressão pneumática intermitente e a meia é premissa econômica.
AntissepsiaDegermar e aplicar antisséptico alcoólico no abdome.Clorexidina degermante 2% e clorexidina alcoólica 0,5%. O ensaio citado estudou clorexidina 2% com álcool isopropílico 70% contra povidona-iodo aquosa 10% em cirurgia limpa-contaminada [C3]; a sequência degermante 2% seguida de clorexidina alcoólica 0,5% deste produto não foi estudada nele e fica a validar pelo controle de infecção hospitalar, com secagem conforme o fabricante.
Campos e paramentaçãoMontar o campo estéril, paramentar a equipe e proteger a câmera e os cabos.Campos cirúrgicos estéreis, aventais, luvas, compressas cirúrgicas e capa protetora estéril da câmera. O custo unitário da compressa é o da compressa não estéril; o processamento na CME não está nesse preço (fica no rateio do modo simplificado ou no custo da CME do custeio detalhado) e não deve ser lançado duas vezes.
Infiltração dos portaisInfiltrar os locais dos portais com anestésico local de longa duração antes da incisão.Bupivacaína 0,5% sem vasoconstritor, seringa de 20 mL e agulhas. Infiltração dos portais ou anestésico intraperitoneal, sem combinar as duas técnicas [A6]; concentração, volume e dose máxima ficam com o anestesiologista.
Pneumoperitônio e portaisCriar o pneumoperitônio com CO2 por acesso aberto ou fechado e posicionar 4 portais; usar baixa pressão quando possível.Trocartes permanentes processados na CME; gás e equipamento de vídeo na estrutura da sala. Acesso aberto ou fechado: a diretriz de 2010 não demonstrou diferença de segurança; escolha conforme treinamento, caso e julgamento [C1]. Pneumoperitônio de baixa pressão, abaixo de 12 mmHg [A6]. Número de portais é premissa: a diretriz de 2010 não o fixa [C1]; a atualização PROSPECT 2024 recomenda 3 portais e deixa a técnica preferida à experiência do cirurgião [A6]. Nesta configuração de custeio não foi modelada diferença de custo pelo número de portais (trocartes permanentes); reavaliar com o uso real, pois tempo, processamento e consumíveis podem variar.

Dissecção, visão crítica de segurança e ligadura

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Exposição e dissecçãoTracionar a vesícula, abrir o peritônio do triângulo hepatocístico e dissecar com hemostasia pelo eletrocautério.Instrumental laparoscópico permanente, eletrocautério e aspiração.
Visão crítica de segurançaObter a visão crítica de segurança e fazer uma pausa momentânea de confirmação antes de clipar ou seccionar qualquer estrutura; sem identificação segura, não clipar. Checklist de documentação dos três critérios: (1) triângulo hepatocístico limpo de gordura e tecido fibroso; (2) terço inferior da vesícula separado do leito hepático; (3) somente duas estruturas, ducto e artéria císticos, entrando na vesícula [C1][C2]. O checklist documenta; não substitui a decisão do cirurgião.Sem material adicional. Visão crítica e pausa são sugestões baseadas em opinião de especialistas; para a pausa, a diretriz considera a evidência insuficiente [C2]. Com anatomia incerta ou suspeita de lesão de via biliar, imagem biliar intraoperatória [C2]. Colangiografia de rotina: recomendação condicional da SAGES, com decisão individual quando exames e visão crítica são normais [C6]. Colangiografia muda a jornada e fica fora do custo deste caso índice.
Ligadura e secçãoClipar e seccionar o ducto cístico e a artéria cística.Clipes de titânio médio-grandes, 1 cartucho com 6 clipes, com clipador permanente.
ColecistectomiaDescolar a vesícula do leito hepático e revisar a hemostasia.Eletrocautério, soro fisiológico para irrigação e aspiração.

Extração, síntese e curativo

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Extração da peçaRetirar a vesícula dentro de bolsa extratora pelo portal umbilical.Bolsa extratora de espécime. A bolsa é opcional na diretriz [C1]; a metanálise não demonstrou redução estatística de infecção de ferida em população que excluiu derramamento de bile ou cálculos, colecistite, icterícia, imunossupressão e câncer [C5]. Premissa de prática e de custeio, nem obrigatória nem dispensável em todos os casos.
Esvaziamento do pneumoperitônioLavar, aspirar e esvaziar o pneumoperitônio sob visão.Soro fisiológico e extensão de aspiração. Lavagem e aspiração recomendadas na revisão PROSPECT de 2018 [A6]; volume de soro é premissa.
DrenagemNão deixar dreno.Nenhum dreno de rotina [C1][C4]. Dreno por intercorrência ou caso complexo não é proibido e reclassifica a comparação.
Síntese e curativoFechar a aponeurose do portal de 10 mm e suturar a pele; aplicar curativo.Fio poliglactina 910 nº 0, fio náilon 4-0, gaze e fita adesiva microporosa. A fita entra como 1 rolo de 10 m por episódio, premissa de descarte integral; se o hospital fracionar o rolo, ajustar a quantidade no protocolo institucional à fração efetivamente consumida.
Segurança e rastreabilidade
Antes de clipar, confirmar a compatibilidade do cartucho de clipes com o clipador do hospital e registrar a visão crítica de segurança no prontuário. A visão crítica é sustentada pela diretriz [C2]; o registro em prontuário é rotina institucional, sem fonte específica no produto. A peça segue para exame anatomopatológico, cujo custo fica fora deste produto. A diferença de utilização em relação ao protocolo é dado econômico, não julgamento assistencial.

Precificação do protocolo do procedimento

Medicamentos e materiais diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos e soluções do procedimentoParte 1 de 4
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Paramentação, campos e materiais cirúrgicosParte 2 de 4
Materiais de videocirurgiaParte 3 de 4
Fios de sutura e curativoParte 4 de 4
Subtotal protocolo do procedimento
Fonte econômica
Os clipes de titânio estão na OPME. Estrutura da sala cirúrgica, equipamento de vídeo, gás carbônico, trocartes e instrumental permanentes, equipe operacional e equipamentos fixos aparecem em custos operacionais. Honorários do cirurgião e dos auxiliares não integram o subtotal.

Precificação da OPME

Configuração padrão do caso índice e regra econômica para variações.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

OPME padrão do caso índice
Subtotal OPME padrão
Dentro do custo padrão
  • Clipe de titânio de outra marca, somente com compatibilidade e custo equivalentes confirmados
  • Tamanho médio-grande ou grande, conforme o calibre das estruturas
  • Até 6 clipes por procedimento
Outra configuração: custear à parte
  • Cartucho adicional de clipes
  • Clipes poliméricos com trava
  • Clipador, trocartes ou agulha de Veress descartáveis
  • Dispositivo de energia avançada ou tesoura ultrassônica
  • Cateter de colangiografia e dreno
Fonte econômica
Base Evodux; data-base out/2026. O cartucho com 6 clipes é adquirido e precificado como uma unidade de OPME. Configuração superior deve ser custeada separadamente.

Composição detalhada da OPME padrão

ComponenteQtd.Especificação de referênciaLinha de custo
Clipes de titânio, ducto cístico3Clipe de titânio médio-grande para ligadura em videolaparoscopia, aplicado com clipador permanente compatível; registro na ANVISACartucho de clipes de titânio
Clipes de titânio, artéria cística3Mesma especificaçãoCartucho de clipes de titânio

Os 6 clipes compõem uma única linha de custo, o cartucho. A distribuição entre ducto e artéria é premissa de custeio: o número de clipes é decisão do cirurgião.

Como interpretar a OPME padrão

A configuração de OPME desta versão é a referência econômica do caso índice: um cartucho com 6 clipes de titânio médio-grandes, aplicados com clipador permanente. Essa combinação organiza a precificação do custo; não deve ser apresentada como marca obrigatória nem como recomendação clínica universal.

Outra marca ou outro tamanho de clipe de titânio: comparar preços e compatibilidade com o clipador do hospital e manter o custo de referência apenas se a equivalência e o custo forem confirmados. Cartucho adicional, clipes poliméricos com trava, clipador ou trocartes descartáveis, energia avançada e cateter de colangiografia representam outra configuração e devem ser custeados à parte, no protocolo institucional ou no custo do procedimento correspondente.

As referências sustentam a identificação segura das estruturas antes da ligadura, mas não tornam obrigatório um tipo de clipe. Esta é a configuração Evodux adotada para modelagem técnico-econômica do caso índice; alternativas clinicamente adequadas podem ser avaliadas conforme equivalência e justificativa, com o custo recalculado no protocolo institucional.

Referências bibliográficas do protocolo do procedimento

Literatura técnico-científica utilizada no protocolo do procedimento.

C1
Overby DW, Apelgren KN, Richardson W, Fanelli R; Society of American Gastrointestinal and Endoscopic Surgeons. SAGES guidelines for the clinical application of laparoscopic biliary tract surgery. Surg Endosc. 2010;24(10):2368-2386. doi:10.1007/s00464-010-1268-7. PMID: 20706739.
Aplicação: Tipo: diretriz de sociedade (níveis I a III, graus A a C). Seção III: colelitíase sintomática como indicação (nível II, grau A). Seção V.A: antibiótico não necessário na colecistectomia laparoscópica eletiva de baixo risco (nível I, grau A). Seção VI.C: não foi demonstrada diferença de segurança entre acesso aberto e fechado (I, A); a escolha segue treinamento, caso e julgamento. Seção VI.D: a segurança exige identificação correta da anatomia (I, A); o texto descreve a visão crítica com a limpeza do triângulo hepatocístico, a separação da parte inferior da vesícula do leito hepático e a identificação de um único ducto e uma única artéria entrando na vesícula, passos não graduados isoladamente. Seção VI.H: bolsa de extração opcional (III, C). Seção VI.I: dreno não necessário na eletiva (I, A). Seção IX.A: alta no mesmo dia possível com dor, náusea e vômito controlados (II, B). Não fixa número de portais, não trata de sonda gástrica e não especifica clipes de titânio. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20706739/
C2
Brunt LM, Deziel DJ, Telem DA, Strasberg SM, Aggarwal R, Asbun H, et al. Safe cholecystectomy multi-society practice guideline and state-of-the-art consensus conference on prevention of bile duct injury during cholecystectomy. Surg Endosc. 2020;34(7):2827-2855. doi:10.1007/s00464-020-07568-7. PMID: 32399938. Publicação simultânea: Ann Surg. 2020;272(1):3-23, PMID: 32404658.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática com consenso de especialistas (SAGES, AHPBA, IHPBA, SSAT, EAES). Q1: sugere a visão crítica de segurança para identificar ducto e artéria císticos (opinião de especialistas). Q13: sugere uma pausa momentânea antes de clipar ou seccionar estruturas (opinião de especialistas; a diretriz considera a evidência insuficiente). Q4: com anatomia incerta ou suspeita de lesão, imagem biliar intraoperatória (forte); na colecistectomia eletiva não aguda, nenhuma recomendação. Q10: técnica multiportal preferida ao portal único. Não trata de antibiótico, dreno, analgesia, internação, clipes nem registro em prontuário. Para colangiografia, ver a diretriz mais recente [C6]. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32399938/
C3
Darouiche RO, Wall MJ Jr, Itani KMF, Otterson MF, Webb AL, Carrick MM, et al. Chlorhexidine-alcohol versus povidone-iodine for surgical-site antisepsis. N Engl J Med. 2010;362(1):18-26. doi:10.1056/NEJMoa0810988. PMID: 20054046.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado multicêntrico em cirurgia limpa-contaminada (849 pacientes na análise por intenção de tratar). Intervenção: clorexidina 2% com álcool isopropílico 70% em aplicador, contra povidona-iodo aquosa 10% (degermação e pintura). Infecção de sítio cirúrgico em 30 dias de 9,5% contra 16,1%. Procedimentos biliares: 44 e 54 pacientes, com 2 e 5 infecções. Sustenta a antissepsia da pele com clorexidina alcoólica no conjunto estudado; não isola o efeito na colecistectomia videolaparoscópica eletiva e não estudou a sequência degermante 2% seguida de clorexidina alcoólica 0,5% deste produto, que fica a validar pelo controle de infecção hospitalar. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20054046/
C4
Gurusamy KS, Koti R, Davidson BR. Routine abdominal drainage versus no abdominal drainage for uncomplicated laparoscopic cholecystectomy. Cochrane Database Syst Rev. 2013;(9):CD006004. doi:10.1002/14651858.CD006004.pub4. PMID: 24000011.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise de ensaios randomizados (12 ensaios, 1.831 participantes; só 2 ensaios com baixo risco de viés; populações nem sempre exclusivamente eletivas). Sem diferença em mortalidade, eventos graves e internação; tempo cirúrgico cerca de 5 minutos maior com dreno. Conclusão: não há evidência que sustente dreno de rotina na colecistectomia laparoscópica não complicada. Não proíbe dreno em caso complexo nem demonstra ausência de dano. Acesso ao resumo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24000011/
C5
La Regina D, Mongelli F, Cafarotti S, Saporito A, Ceppi M, Di Giuseppe M, et al. Use of retrieval bag in the prevention of wound infection in elective laparoscopic cholecystectomy: is it evidence-based? A meta-analysis. BMC Surg. 2018;18(1):102. doi:10.1186/s12893-018-0442-z. PMID: 30453917.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise (2 ensaios randomizados e 1 estudo prospectivo, 605 pacientes). Infecção de ferida de 4,2% com bolsa contra 5,9% sem bolsa: sem redução estatisticamente demonstrada (RR 0,82; IC95% 0,41 a 1,63), evidência limitada. Excluídos nos métodos: colecistite aguda, icterícia, antibioticoterapia concomitante, imunossupressão, derramamento de bile ou cálculos e câncer de vesícula; o resultado não se estende a esses cenários. Não sustenta a bolsa como obrigatória nem como dispensável: a bolsa é premissa de prática e de custeio. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30453917/
C6
Kumar SK, Shehata DG, et al. SAGES guidelines for the use of intraoperative imaging of the common bile duct. Surg Endosc. 2025;39(11):7091-7102. doi:10.1007/s00464-025-12142-0. PMID: 40935939. Correção publicada: Surg Endosc. 2025;39:7854-7855 (03/10/2025), doi:10.1007/s00464-025-12282-3, PMID: 41044285; teor da correção não lido. Metadados conferidos no PubMed pela auditoria externa de 23/10/2026; página oficial da SAGES consultada em 23/10/2026.
Aplicação: Tipo: diretriz de sociedade (GRADE). KQ1 e KQ1b: sugere colangiografia intraoperatória em adultos submetidos a colecistectomia laparoscópica por doença biliar benigna, inclusive de rotina (recomendação condicional, certeza baixa). Com exames laboratoriais normais, visão crítica de segurança definitiva e nenhuma outra indicação, a colangiografia de rotina deve ser considerada individualmente, conforme experiência do cirurgião, fatores do paciente e recursos institucionais. Recomendação condicional preserva a autonomia clínica e pede decisão compartilhada. Não transforma a colangiografia em obrigação. www.sages.org/publications/guidelines/guidelines-for-the-use-of-intraoperative-imaging-of-the-cbd/
Leitura das referências
As fontes sustentam premissas técnicas usadas na modelagem econômica. Alternativas válidas não tornam a configuração-base obrigatória.

Protocolo pós-procedimento

O que será feito, como será conduzido e quais recursos compõem a internação índice.

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Recuperação após a cirurgia (RPA)Manter monitorização até os critérios institucionais de alta da recuperação e transferir para a unidade de internação.Monitorização, oxigênio quando necessário e analgesia, conforme rotina da recuperação pós-anestésica do hospital.
Analgesia multimodalManter analgésico e anti-inflamatório em horário fixo e opioide apenas como resgate.Dipirona, cetoprofeno e tramadol. Anti-inflamatório com analgésico e opioide como resgate [A6]; dipirona sem fonte específica no produto. Os 2 frascos de cetoprofeno do pós-operatório, somados ao frasco intraoperatório, são estoque de custeio, não autorização de 300 mg em 24 horas.
Náusea e vômitoTratar náusea com antiemético de resgate de classe diferente da usada na profilaxia; repetir a mesma classe só após mais de 6 horas da dose profilática e quando não houver alternativa.Resgate com agente de classe farmacológica diferente da profilaxia; repetir a mesma classe não traz benefício, com exceção do antagonista 5-HT3 após 6 horas quando não houver alternativa [A3]. Dimenidrinato IV é escolha institucional e premissa econômica, não recomendação específica da fonte; a escolha é do anestesiologista e fica a validar pelo responsável técnico.
HidrataçãoManter hidratação venosa até a aceitação da dieta.Soro fisiológico 0,9% e equipo.
Janela do caso índice
Recuperação de até 2 horas após a cirurgia e internação prevista de até 1 diária. Permanência diferente altera o custo de internação e pode ser simulada em Cenários.

Internação, alta e continuidade assistencial

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Prevenção de tromboembolismoEstimular deambulação precoce e definir a profilaxia mecânica ou farmacológica pela estratificação individual de risco (escore de Caprini), conforme protocolo institucional; a meia antiembolia do custeio é configuração econômica, não conduta para todos os pacientes.Meia elástica antiembolia: configuração econômica divergente da preferência das fontes pela compressão pneumática intermitente no baixo risco [P1][P3]; as fontes não afirmam que a meia isolada a substitui. Decisão institucional pendente; se a compressão pneumática for adotada, custear equipamento e perneiras ou demonstrar que estão na estrutura, sem dupla contagem. Anticoagulante só pela estratificação individual (Caprini) [P3].
Dieta e deambulaçãoLiberar dieta e deambulação assim que o paciente estiver acordado e sem náusea.Dieta hospitalar, incluída na diária da acomodação. Premissa sem fonte específica no produto.
Avaliação de altaVerificar dor, náusea, vômito, sinais de sangramento, aceitação da dieta, deambulação e diurese, e entregar as orientações de alta.Avaliação e orientações de alta. Dor, náusea e vômito controlados são o critério da diretriz para alta no mesmo dia [C1]; os demais critérios não têm fonte específica no produto e ficam a validar pelo responsável técnico.
Continuidade após a altaOrientar cuidados com os portais, sinais de alerta e retorno ambulatorial com o resultado do anatomopatológico, fora deste custo hospitalar.Plano de alta e seguimento.
Limite financeiro
Medicamentos após a alta, curativos domiciliares, exame anatomopatológico, consultas e retornos ambulatoriais não integram este custo hospitalar.

Precificação do protocolo pós-procedimento

Recursos diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos da internaçãoParte 1 de 2
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Materiais da internaçãoParte 2 de 2
Subtotal protocolo pós-procedimento
Fonte econômica
Recuperação e acomodação são apresentadas separadamente como componentes de custo hospitalar. A dieta prescrita está incluída na diária da acomodação.

Referências bibliográficas do protocolo pós-procedimento

Literatura técnico-científica utilizada no protocolo pós-procedimento.

P1
Gould MK, Garcia DA, Wren SM, Karanicolas PJ, Arcelus JI, Heit JA, et al. Prevention of VTE in nonorthopedic surgical patients: Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines. Chest. 2012;141(2 Suppl):e227S-e277S. doi:10.1378/chest.11-2297. PMID: 22315263. Errata: Chest. 2012;141(5):1369 (conteúdo não conferido).
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (GRADE). Risco muito baixo: sem profilaxia farmacológica nem mecânica, além de deambulação precoce. Risco baixo: sugere profilaxia mecânica, preferencialmente compressão pneumática intermitente (grau 2C). Não classifica a colecistectomia por si só: a categoria depende do escore individual. Não afirma que a meia isolada equivale à compressão pneumática. Acesso ao resumo; errata não conferida. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22315263/
P2
Vaughan J, Gurusamy KS, Davidson BR. Day-surgery versus overnight stay surgery for laparoscopic cholecystectomy. Cochrane Database Syst Rev. 2013;(7):CD006798. doi:10.1002/14651858.CD006798.pub4. PMID: 23904112 (registro PubMed conferido pela auditoria externa de 23/10/2026). Texto integral não acessado; esta revisão consultou o resumo.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise de ensaios randomizados (6 ensaios, 492 adultos com colelitíase sintomática, alto risco de viés). Sem diferença estatística em eventos graves, readmissão, falha de alta, dor e retorno às atividades entre regime ambulatorial e pernoite; ausência de diferença estatística não demonstra igualdade. Não define critérios de alta e não torna obrigatória uma diária: a diária única do caso índice é premissa econômica. Acesso ao resumo. www.cochrane.org/evidence/CD006798
P3
Society of American Gastrointestinal and Endoscopic Surgeons (SAGES) Guidelines Committee. Guidelines for deep venous thrombosis prophylaxis during laparoscopic surgery. Página oficial da SAGES, sem data, com endosso das diretrizes ACCP de 2012; consultada em 23/10/2026.
Aplicação: Tipo: diretriz de sociedade (endosso com ressalvas). Escore de Caprini 0: sem profilaxia, deambulação. Caprini 1 a 2: compressão pneumática intermitente. Caprini 3 a 4 (risco moderado): heparina não fracionada, heparina de baixo peso molecular ou compressão pneumática, considerando o risco de sangramento. Alto risco: heparina associada a meia elástica ou compressão pneumática. Não afirma que a meia isolada equivale à compressão pneumática. www.sages.org/publications/guidelines/guidelines-for-deep-venous-thrombosis-prophylaxis-during-laparoscopic-surgery/

Custo do procedimento

Consolidação dos três protocolos precificados e da OPME, na referência Evodux e no custo do hospital.

Custo do procedimento
O que este valor representa
O custo do procedimento reúne os recursos assistenciais diretamente consumidos no caso índice. Sala cirúrgica, RPA, acomodação, impostos e margem não estão incluídos nesta etapa.

Custos operacionais hospitalares

A estrutura que o hospital mantém para realizar o procedimento: sala, recuperação, leito, esterilização, equipamentos, logística e administração. Cada hospital tem o seu custo.

Referência Evodux
Cada hospital tem o seu custo
Os custos operacionais variam entre hospitais conforme estrutura, porte, produtividade, contratos e tributação. Os valores acima são referência Evodux: cada hospital deve substituir o custo-hora da sala cirúrgica e o percentual de rateio pelos seus custos efetivamente apurados.
Como o custo operacional é calculado
Sala cirúrgica: tempo de sala do caso índice (2 h) multiplicado pelo custo-hora de referência (R$ 249,50/h), incluindo sala física, aparelho de anestesia, equipamento de videolaparoscopia, gás carbônico, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base. Rateio operacional: 5% sobre o custo total do episódio (custo do procedimento + sala cirúrgica + acomodação), representando de forma simplificada os demais custos operacionais do hospital, sem abertura item a item. Cada custo aparece uma vez; recursos já absorvidos não são recobrados como extra.

Custeio do hospital

Tempos e permanência do caso índice

Direcionadores que convertem a estrutura em custo do episódio. Em branco, vale a referência do protocolo Evodux.

Entra no custo só no custeio detalhado (com custo-hora de RPA); no simplificado, a RPA está no rateio e o tempo aparece só na jornada e nos gatilhos

Modo simplificado

Referência simplificada Evodux. Pode ser substituída pelo custeio próprio da instituição.
Inclui sala física, aparelho de anestesia, equipamento de videolaparoscopia, gás carbônico, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base
Leito, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização e apoio geral; dieta fora. O valor informado vale só para a acomodação selecionada no topo (apartamento ou enfermaria).

No modo simplificado a RPA, a CME, os equipamentos, a logística e o overhead não têm linha própria: estão representados pelo rateio. Para abri-los, utilize o custeio hospitalar detalhado.

Apaga, após confirmação, os valores próprios do modo simplificado e os custos próprios de itens; o custo-hora do centro cirúrgico volta à referência única Evodux.

Resultado do custeio operacional

Acomodação

A internação é apresentada separadamente para permitir duas configurações de contratação.

Configuração do caso índice
Apartamento standard por até 1 diária. A versão em enfermaria utiliza o mesmo protocolo assistencial e altera apenas o componente de acomodação.
O que a acomodação inclui
Leito ou quarto, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização, apoio geral da unidade e dieta prescrita. A dieta prescrita está incluída na diária de referência.
Contagem das diárias
Regra-base: 1ª diária = admissão até 24 h; a 2ª diária é aberta após 24 h da admissão. A regra pode ser substituída pela convenção contratual da operadora e do hospital.

Composição de preço do procedimento

Duas configurações de acomodação, com a mesma metodologia de impostos e margem.

Leitura
A diferença entre as configurações decorre apenas da acomodação. Impostos devem refletir a carga efetiva do hospital. Margem de 10% = margem sobre a receita do episódio.

Estes valores são a referência Evodux. O custo e o preço do hospital, com os seus próprios dados, estão em e em .

Precificação do procedimento

Do custo hospitalar total ao preço do procedimento, com tributos e margem do hospital. A margem é calculada sobre a receita, nunca somada ao custo.

Identificação do procedimento

Base técnica: TUSS 31005497, colecistectomia sem colangiografia por videolaparoscopia

Premissas de preço do hospital

Substitua pela carga efetiva do hospital
Sobre a receita
Custos financeiros, inadimplência
Preço do procedimento

Composição do preço

Preço por margem

Posicionamento do preço

Preço de tabela do hospital

Códigos TUSS dos itens

Fórmulas aplicadas

Custo do hospital × referência Evodux

Custo assistencial direto somado à estrutura hospitalar imputada ao episódio. Este é o valor que a receita do procedimento precisa cobrir antes de tributos e margem.

Estrutura do custo: referência Evodux × hospital

A referência Evodux v1.0 não possui linhas próprias de RPA, CME, equipamentos e overhead: esses custos estão representados de forma simplificada pelo rateio operacional de 5% sobre custo direto, sala cirúrgica e acomodação. Por isso, quando o hospital abre esses centros no modo detalhado, a comparação linha a linha deve ser lida junto com a linha de rateio.

Base dos Benchmarks Evodux

Base proprietária Evodux composta por episódios qualificados e comparáveis ao caso índice deste produto.

17instituições hospitalares
389cirurgias realizadas
jul/2025 a jul/2026período de observação
Critério de composição
Os episódios são submetidos a critérios de elegibilidade, padronização de escopo e consolidação por instituição antes da formação dos benchmarks.

Como o benchmark é construído

Metodologia de formação das referências de preço por perfil hospitalar.

  1. Seleção de procedimentos comparáveis ao caso índice.
  2. Padronização de escopo, OPME, permanência e componentes econômicos.
  3. Consolidação dos episódios por instituição, evitando concentração por volume.
  4. Classificação dos hospitais por estrutura, hotelaria, porte e acreditação.
  5. Formação das referências P1, P2 e P3 dentro de cada perfil.

Benchmarks Evodux · P1 · P2 · P3

Referências de preço do procedimento por perfil hospitalar Evodux.

Base dos benchmarks
Referências de preço para colecistectomia videolaparoscópica eletiva sem colangiografia, OPME incluída e honorários médicos excluídos. P1, P2 e P3 variam por porte, hotelaria e acreditação. Base Evodux: 389 cirurgias realizadas em 17 hospitais, de julho de 2025 a julho de 2026.

Posição da proposta e do custo do hospital

Critérios dos perfis P1, P2 e P3

A classificação hospitalar combina três dimensões estruturais; não é percentual aplicado ao custo.

Porte
Complexidade e escala relativa da estrutura hospitalar considerada no benchmark.
Hotelaria
Padrão de acomodação e serviços de hotelaria incorporados à experiência hospitalar.
Acreditação
Nível de acreditação e requisitos de estrutura/processos considerados na classificação.
Como aplicar
P1, P2 e P3 representam perfis hospitalares do mesmo procedimento. P1 corresponde ao perfil de menor estrutura relativa; P2 ao perfil intermediário e referência central; P3 ao perfil de maior estrutura relativa. A classificação resulta da combinação de porte, hotelaria e acreditação, mantendo a mesma configuração técnica do caso índice e a OPME padrão.
Não são percentis
P1, P2 e P3 não representam percentis estatísticos, quartis, multiplicadores ou percentuais sobre o custo do procedimento. São Benchmarks Evodux de preço por perfil hospitalar.

Conta hospitalar atual

Como o procedimento é faturado e recebido hoje em fee for service. Estes dados vêm do faturamento do hospital: envie a conta do procedimento ou informe as médias do período.

Enviar a conta atual do hospitalEnvie a conta do procedimento em PDF (ou XLSX/CSV). A conta é lida, classificada e cruzada com o protocolo e os custos Evodux. Nome, CPF e demais identificadores do paciente são descartados na leitura.

Ou informe as médias do faturamento

Médias do período analisado

Se em branco: faturado menos glosa
Se em branco: custo hospitalar total do produto
Tratados como repasse

Composição média da conta faturada

Em branco: mesma premissa de tributos do pacote da operadora; se não informada, a da Precificação do procedimento; sem nenhuma, 8,65% Evodux

Análise econômica da operação atual

Resultado do procedimento hoje, em conta aberta: quanto é faturado, quanto chega ao caixa, quanto custa e quanto sobra.

Pacote particular do procedimento

Orçamento da colecistectomia videolaparoscópica para o paciente particular: três opções com acomodação, OPME, tempo de sala e diárias, proteção pelas contas reais, condições do pacote e de pagamento.

Como o orçamento é montado
Três opções para o paciente, que variam no que ele recebe: acomodação, configuração de OPME, tempo de sala e diárias incluídos. Todas usam os mesmos custos-base do hospital e as mesmas premissas de custo operacional, imposto e margem. A proteção contra intercorrências pode vir das contas reais do hospital. O orçamento sai com as condições do pacote, os preços dos adicionais e as condições de pagamento.

1. Custos-base do hospital

GrupoBase de cálculoCusto unitário (R$)Origem
Taxa de salaCusto-hora da sala cirúrgica
Diária · Apartamento standardCusto da diária
Diária · EnfermariaCusto da diária
Materiais e medicamentosProtocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento
OPME padrãoConfiguração do caso índice
Exames e avaliação antes do procedimentoHospital
Cirurgião
Auxiliar
Anestesiologista

2. Proteção contra intercorrências

Reserva

3. Premissas de preço do hospital

4. Três opções para o paciente

5. Condições de pagamento

Em branco: à vista sem a taxa do cartão

6. Comparação com a conta aberta do hospital

7. Condições do pacote e adicionais

Não incluído no pacote

Preço dos adicionais

8. Orçamento para o paciente

9. Projeção

10. Referências públicas de preço particular

Fórmulas aplicadas

Análise de conta do procedimento

Transforme contas hospitalares reais da colecistectomia videolaparoscópica em inteligência econômica: o que foi utilizado frente ao protocolo, quanto custou economicamente cada episódio e como ele se comportaria se fosse remunerado por uma proposta de pacote da operadora.

Proteção de dados. A análise é centrada no procedimento e no consumo de recursos. Colunas e linhas com nome, CPF, carteirinha, prontuário, data de nascimento e outros identificadores são descartadas dos dados extraídos, que são as linhas técnicas usadas na análise. Cada conta recebe um identificador técnico de episódio (EP-001, EP-002...). O arquivo original não é anonimizado: no modo local ele não sai deste navegador; no Data Room integrado, ele é enviado como foi selecionado para a guarda do Data Room, quando essa guarda existe, e o acesso e a retenção seguem a configuração do Data Room, a confirmar com o responsável antes do uso com dados reais. Para homologação, use contas sem dados pessoais.

Arraste contas em PDF, XLSX, XLS, CSV ou TXT

Uma conta por arquivo. Em XLSX ou CSV, uma coluna de episódio ou atendimento permite importar várias contas no mesmo arquivo.

Como a leitura funciona

XLSX e CSV: o cabeçalho é identificado automaticamente (descrição, quantidade, unidade, valor unitário, valor total, grupo). PDF: o texto é extraído no navegador e as linhas com descrição e valores são estruturadas; PDFs digitalizados como imagem não têm texto legível e devem ser enviados em XLSX ou CSV. Convenção numérica: vírgula decimal e ponto de milhar (1.234,56); também são aceitos 1,234.56 e 1234.56, que não têm ambiguidade. Valores ambíguos ou com agrupamento malformado (por exemplo 1,234,567 ou 12.34,56) não são convertidos: a linha entra como incerta, com o campo indicado, para revisão. Números nativos de planilha são preservados. Cada item é classificado nas categorias econômicas Evodux por dicionário técnico e comparado com os itens do protocolo. Nenhuma classificação é considerada definitiva antes da validação do usuário.

Pacote proposto pela operadora

Informe a proposta recebida. O produto calcula receita, resultado e margem do hospital, o preço de equilíbrio e o preço necessário para a margem-alvo.

Em branco: premissa da Precificação do procedimento ou, sem ela, 8,65% Evodux. Substitua pela carga efetiva do hospital
Obrigatório quando incluídos
Prazo, antecipação, inadimplência
Em branco: mensal × 12

Conta aberta × pacote

O mesmo procedimento em dois modelos de remuneração: o que o hospital recebe e ganha hoje em fee for service e o que passaria a receber e ganhar no pacote proposto.

Volume

Em branco: mensal × 12

Preço, margem e ponto de equilíbrio

O preço mínimo que cobre custo e encargos e o preço que entrega a margem desejada, calculados com a margem sobre a receita, nunca somando percentual ao custo.

Margem-alvo

Faixa de negociação

A régua mostra a posição econômica de cada valor. Ela não indica se a proposta deve ser aceita ou recusada: essa decisão é do hospital.

Cenários e sensibilidade

Altere premissas de consumo, custo, preço e volume e veja o efeito imediato sobre custo, resultado e margem. Os valores iniciais são os do cenário atual do hospital.

Sensibilidade do resultado por episódio a uma variação de 10% em cada direcionador

Risco econômico do pacote

No pacote, a variação de consumo deixa de gerar receita adicional e passa a afetar diretamente o resultado do hospital. Estes cenários mostram quanto a margem depende da utilização.

Variabilidade do custo por episódio

Informe a distribuição do custo por episódio apurada pelo hospital ou utilize as contas analisadas. Com dados individuais, a distribuição é calculada automaticamente.

Preparação para negociação

Preparação econômica do hospital para negociar o pacote: posição da proposta, argumentos baseados em custo, riscos e cláusulas que protegem o resultado.

Cláusulas a pactuar

Registre a situação de cada ponto na negociação. As regras abaixo são as da base técnica Evodux; onde a base não define regra, o ponto aparece como a pactuar.

Roteiro de implantação

Como levar o produto do diagnóstico à operação: fases, responsáveis e entregas mínimas.

01Diagnóstico

Confirmar que a população que o hospital pretende operar corresponde ao caso índice. Enviar contas históricas do procedimento e cruzar a utilização real com o protocolo Evodux.

02Custeio

Informar os custos de aquisição do hospital item a item e custear a estrutura: sala cirúrgica, RPA, internação e custos operacionais.

03Alinhamento clínico

Apresentar o protocolo às equipes assistenciais, identificar onde a prática atual diverge da referência e levar cada divergência à governança clínica.

04Aprovação de protocolo

Quando a prática do hospital for mantida e diferir da referência, aprovar a divergência, registrar a versão e ativar o protocolo institucional, que recalcula o custo.

05Precificação

Definir o preço do procedimento a partir do custo, dos tributos e da margem, e compará-lo com a conta atual, os benchmarks e eventuais propostas da operadora.

06Parametrização operacional

Atualizar kit do procedimento e OPME padrão, prescrição de referência, cadastro de itens com código TUSS e tabela de preços do hospital.

07Piloto

Acompanhar os primeiros episódios caso a caso: consumo, tempo de sala, RPA, permanência, exceções e resultado econômico, comparando previsto e realizado.

08Revisão periódica

Revisar custo, protocolo e indicadores no rito definido pela governança. Atualização de preço não altera o protocolo; alteração de protocolo exige revisão da precificação.

Papéis e responsabilidades

ÁreaResponsabilidade na implantação
Direção executivaPatrocina a implantação, aprova a decisão econômica e as mudanças de protocolo com impacto financeiro relevante.
Direção técnica / clínicaCoordena a governança clínica e responde pela aprovação técnica do protocolo institucional.
Coordenação de cirurgia geralValida a técnica do procedimento, a configuração de OPME e as justificativas de exceção e reclassificação.
AnestesiologiaValida a técnica anestésica e os recursos anestésicos precificados.
Enfermagem do centro cirúrgico e da internaçãoValida tempos, RPA, conferência dos clipes e do instrumental de videocirurgia, cuidados com a ferida operatória e rotinas de alta.
Farmácia e suprimentosParametriza kits, medicamentos, materiais e OPME; fornece custos de aquisição.
Controladoria e custosInforma custos próprios, custeio por centro de custo e acompanha previsto × realizado.
FaturamentoParametriza a tabela de preços e os códigos TUSS do procedimento e dos itens.
Qualidade e segurança do pacienteAcompanha os indicadores assistenciais e os eventos adversos relacionados ao procedimento.
Relacionamento com operadorasConduz a discussão comercial com a operadora a partir da análise econômica aprovada internamente.

Entregas mínimas da implantação

Marque cada entrega concluída. O registro fica salvo neste navegador e entra nos cenários salvos e na exportação de dados.

Regra de implantação
A alteração de valores econômicos não modifica automaticamente o caso índice, o protocolo, as quantidades, a configuração clínica ou as regras de elegibilidade. Mudanças clínicas, alterações relevantes de OPME e ampliação do escopo devem ser avaliadas separadamente e formalmente aprovadas.

Governança clínica

Como o hospital garante que o protocolo é seguido com segurança, que as exceções são decididas por quem tem responsabilidade clínica e que o resultado econômico não é obtido à custa da qualidade.

Princípio
A configuração do produto é uma referência técnico-econômica do caso índice. Ela não deve ser utilizada como protocolo médico obrigatório nem como justificativa para impedir uma alternativa clinicamente necessária. A decisão de técnica, número de portais, tipo de ligadura, uso de colangiografia, de bolsa extratora e de dreno permanece do cirurgião; a técnica anestésica definitiva segue a avaliação individual e o protocolo institucional.
Separação de decisões
Decisão clínica é das áreas assistenciais. Controladoria, faturamento e relacionamento com operadoras apoiam com a leitura econômica, mas não decidem conduta. Indicadores não alteram remuneração automaticamente.

Comitê de governança clínica do protocolo

Composição
Direção técnica (coordenação), coordenação de cirurgia geral, anestesiologia, enfermagem do centro cirúrgico e da internação, farmácia, qualidade e segurança do paciente. Controladoria participa como apoio econômico.
Atribuições
Validar a aderência do protocolo; analisar desvios; decidir exceções e reclassificações; aprovar mudanças de protocolo; acompanhar indicadores assistenciais; registrar decisões e responsáveis.
Rito
Reunião de implantação antes do primeiro caso. Acompanhamento mensal nos primeiros meses. Revisão econômico-assistencial trimestral ou conforme o volume. Revisão extraordinária diante de evento adverso relevante.
Registro
Toda decisão gera registro com data, episódio ou tema, decisão, justificativa e responsável. Decisões que alteram o protocolo seguem o fluxo de aprovação de protocolo divergente.

O que a governança clínica acompanha

TemaO que observarOnde no produto
Aderência ao caso índiceEpisódios custeados como colecistectomia videolaparoscópica eletiva que não correspondem ao caso índice.
Aderência ao protocoloUtilização real de medicamentos, materiais e OPME frente à referência.
Tempos e permanênciaTempo de sala acima de 2 h, recuperação acima de 2 h e permanência acima de 1 diária.
OPMECartucho adicional de clipes, clipes poliméricos, clipador ou trocartes descartáveis, energia avançada e drenos, com justificativa.
Qualidade e segurançaLesão de via biliar, fístula biliar, sangramento com reabordagem, conversão para cirurgia aberta, infecção do sítio cirúrgico, tromboembolismo venoso, transferência não programada para UTI e readmissão relacionadas ao procedimento.

Registro de decisões da governança clínica

Aprovação de protocolo divergente

O que fazer quando a prática atual do hospital difere do protocolo de referência Evodux.

Quando se aplica
Sempre que a prática atual do hospital divergir da referência em técnica, recurso, quantidade, OPME, tempo de sala, RPA ou permanência, e o hospital pretender manter essa prática no procedimento que será custeado.

Primeiro, classificar a divergência

Equivalência
Recurso diferente com a mesma função e categoria técnica, sem aumento de custo relevante (por exemplo, marca equivalente de OPME). Registra-se a equivalência; não há novo protocolo.
Protocolo institucional
Diferença de técnica ou recurso com justificativa clínica institucional. Exige protocolo institucional aprovado, versionado e com o custo recalculado.
Fora do caso índice
A divergência muda a população ou a jornada (colecistite aguda, coledocolitíase, colangiografia ou exploração da via biliar, conversão para cirurgia aberta, procedimento associado, UTI programada). Não é mudança de protocolo: o episódio exige o custo de outro procedimento.

Fluxo de aprovação

  1. Identificação. A divergência é identificada pela equipe assistencial, pela análise de contas ou pela controladoria e registrada como solicitação.
  2. Dossiê técnico. Descrição da prática atual e da referência Evodux, justificativa clínica, referências bibliográficas, itens e quantidades afetados e impacto esperado em segurança.
  3. Avaliação econômica. Diferença de custo por episódio calculada no produto, com efeito sobre custo hospitalar total, preço do procedimento e margem.
  4. Parecer da governança clínica. O comitê avalia o dossiê e emite parecer técnico.
  5. Aprovação formal. Direção técnica aprova o protocolo; direção executiva aprova quando houver impacto econômico relevante.
  6. Versionamento. O protocolo institucional é registrado como versão customizada vinculada à v1.0, com data, alterações realizadas e responsável.
  7. Parametrização e comunicação. Atualizar kit, prescrição de referência, cadastro e faturamento; comunicar à operadora quando a mudança afetar preço ou contrato vigente.
  8. Monitoramento. Acompanhar os episódios seguintes no previsto × realizado e nos indicadores assistenciais.
Regras da base técnica
Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo. Inclusão de recurso adicional exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação. Mudanças entre modalidades já previstas não abrem exceção automática.

Solicitações de mudança de protocolo

Registre cada divergência. O impacto econômico é calculado sobre o custo hospitalar total desta análise e, se houver proposta da operadora, sobre o resultado no pacote.

Protocolo institucional

A versão do protocolo adotada pelo hospital, vinculada à referência Base técnica Evodux de colecistectomia videolaparoscópica v1.0. A referência não é alterada: o protocolo institucional é uma camada do hospital sobre ela.

Identificação da versão

Alterações em relação à referência Evodux

Onde editar

Regra de uso
Toda alteração de protocolo deve passar pela aprovação de protocolo divergente e pela governança clínica antes de ser ativada. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação; atualização de preços não altera o protocolo. A análise de contas continua comparando a utilização real com a referência Evodux.

Indicadores

Indicadores assistenciais e econômicos para acompanhar se o resultado econômico do procedimento se sustenta sem comprometer a qualidade.

Eventos assistenciais do período

Janelas de acompanhamento, vínculo com o procedimento e critérios de exclusão devem ser definidos antes da apuração. Com volume pequeno, leia contagens absolutas junto das taxas.

Previsto × realizado

Depois da contratação, registre o realizado por período e compare com o que foi previsto na negociação.

Dashboards

Visão executiva da economia do procedimento. Painéis sem dados indicam o que precisa ser informado.

Metodologia de precificação Evodux

Do protocolo ao custo e ao preço do procedimento e ao resultado econômico do hospital, com rastreabilidade técnica e econômica.

  1. Definição do caso índice e das premissas clínicas de modelagem.
  2. Descrição dos protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento.
  3. Vinculação das referências bibliográficas às premissas de cada protocolo.
  4. Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos.
  5. Consolidação do custo do procedimento.
  6. Incorporação dos custos operacionais e da acomodação.
  7. Composição de preço do procedimento com impostos e margem hospitalar.
  8. Comparação do preço final com os Benchmarks Evodux.
  9. Governança clínica e roteiro de implantação no hospital.
Base Evodux e regra de customização
Base Evodux: clientes, projetos, protocolos, pacotes e contratos na data-base indicada. Na customização, o hospital pode substituir preços, custos, acomodação, impostos e margem, preservando escopo, quantidades e fórmulas do produto.

A atualização econômica pode ocorrer sem alterar o protocolo quando muda apenas preço unitário. Alterações recorrentes de recurso, população, OPME ou risco exigem revisão da configuração e de suas referências. Essa separação preserva a rastreabilidade e impede que uma condição comercial local se torne, por engano, uma nova premissa clínica do produto.

Camada econômica do hospital

  1. Caso índice e premissas clínicas de modelagem (Base técnica Evodux de colecistectomia videolaparoscópica v1.0).
  2. Protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, com referências bibliográficas vinculadas.
  3. Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos: custo assistencial direto.
  4. Imputação da estrutura hospitalar: sala cirúrgica, RPA, internação, CME, equipamentos, farmácia e logística, overhead e outros centros.
  5. Custo hospitalar total do episódio.
  6. Conta atual em fee for service: faturamento, glosas, receita líquida, tributos, resultado e margem.
  7. Proposta de pacote: receita, resultado, margem, preço de equilíbrio e preço para margem-alvo.
  8. Contexto comparativo pelos Benchmarks Evodux P1, P2 e P3.
  9. Cenários, variabilidade, risco e volume.
  10. Governança, negociação e acompanhamento previsto × realizado.

Fórmulas

GrandezaFórmula
Receita líquidaFaturamento − glosas e ajustes
ResultadoReceita líquida − tributos e percentuais incidentes − custo hospitalar total − repasses
MargemResultado ÷ receita líquida
Preço de equilíbrioCusto ÷ (1 − tributos − outros percentuais incidentes); com glosa esperada g: Custo ÷ [(1 − g) × (1 − tributos − outros)]
Preço para margem-alvoCusto ÷ (1 − tributos − margem − demais percentuais incidentes sobre receita)
Sala cirúrgica no procedimentoTempo utilizado × custo por minuto produtivo; custo por minuto = custo mensal ÷ (horas produtivas × 60)
RPA no procedimentoTempo de RPA × custo-hora RPA
InternaçãoPermanência × custo paciente-dia
Equipamento[(Valor de aquisição ÷ vida útil) + manutenção anual] ÷ horas de uso anuais × tempo no procedimento
Referência Evodux simplificada5% × (custo direto + sala cirúrgica + acomodação)

Conferência: com os valores da base (custo hospitalar R$ 3.492,74, tributos 8,65% e margem 10% sobre a receita) a fórmula de preço para margem-alvo reproduz o preço de referência Evodux de R$ 4.293,47 em apartamento standard.

Proteção de dados

O produto não requer dados de pacientes. Identificadores presentes em arquivos importados são descartados na leitura; o episódio é identificado por código técnico. Os dados informados ficam armazenados no navegador do usuário e só são transferidos quando exportados por ele. Recomenda-se que as contas sejam extraídas do sistema hospitalar já sem identificação do paciente.

Disclaimer e limitações

Premissas, limitações e condições de uso.

Natureza do produto
Referência técnico-econômica do custo do procedimento cirúrgico hospitalar; não constitui indicação de procedimento, prescrição ou protocolo médico obrigatório.
Responsabilidade assistencial
Técnica anestésica, profilaxia antibiótica, prevenção de tromboembolismo, técnica cirúrgica, tipo de ligadura, uso de colangiografia, bolsa e dreno e demais condutas devem seguir protocolo institucional e julgamento profissional.
Premissas de consumo
As quantidades são premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual.
Base Evodux
Custos e Benchmarks apresentados decorrem da metodologia e da base Evodux na data-base indicada e podem variar por região, porte, contratos, produtividade, tecnologia e tributação.
Customização econômica
O hospital pode substituir preços de medicamentos, materiais, OPME, serviços, acomodação, custos operacionais, impostos e margem pelas suas referências próprias. A substituição deve preservar a rastreabilidade da unidade, quantidade, escopo e fórmula de cálculo.
Custos operacionais
Podem ser substituídos pelos custos efetivamente apurados pelo prestador, preservando os direcionadores e sem duplicidade com itens já incorporados ao custo.
Benchmarks Evodux
P1, P2 e P3 são referências de preço por perfil hospitalar Evodux e não garantem preço, saving, remuneração ou resultado financeiro.
Honorários médicos
Cirurgião, auxiliares e anestesiologista permanecem excluídos do preço hospitalar.
Decisão do hospital
O produto fornece informação para decisão. Não recomenda aceitar ou recusar propostas. A análise de contas não conclui sobre adequação assistencial: diferença de utilização é um dado econômico, não um julgamento clínico.

Índice de referências

Mapa rápido das fontes utilizadas no produto e referências completas.

CódigoEscopoReferências
A1-A6Protocolo anestésicoASA monitorização básica · ASA jejum 2023 · Quarto consenso de náusea e vômito 2020 · Diretriz de profilaxia antimicrobiana 2013 · Cochrane profilaxia antibiótica na colecistectomia 2010 · PROSPECT dor após colecistectomia laparoscópica 2018
C1-C5Protocolo do procedimentoSAGES cirurgia biliar laparoscópica 2010 · Colecistectomia segura, diretriz multissociedades 2020 · Darouiche 2010, clorexidina alcoólica · Cochrane dreno 2013 · La Regina 2018, bolsa extratora
P1-P2Protocolo pós-procedimentoACCP prevenção de tromboembolismo em cirurgia não ortopédica 2012 · Cochrane cirurgia ambulatorial versus pernoite 2013
Rastreabilidade
As referências completas aparecem no encerramento de cada bloco clínico. Cada fonte está associada às premissas específicas que sustenta e o tipo de cada fonte está indicado. Este índice serve para navegação executiva e não substitui as citações detalhadas.
Controle de versão
Produto versão 1.3.1 sobre a base técnica v1.0 (preços dos 58 itens, quantidades e tempos inalterados; custo-hora único de centro cirúrgico de R$ 249,50/h desde 23/10/2026, no lugar da referência anterior de R$ 956,25/h) · data-base out/2026 · próxima atualização: abril de 2027. Versões customizadas devem registrar cliente, data e alterações realizadas, vinculadas à base técnica v1.0. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo.

Protocolo anestésico

A1
American Society of Anesthesiologists. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Schaumburg (IL): American Society of Anesthesiologists; aprovado em 21/10/1986, última emenda em 15/10/2025. Norma da sociedade, sem PMID e sem DOI.
Aplicação: Tipo: norma da sociedade (texto oficial, última emenda em 15/10/2025). Padrão II: oxigenação com oximetria de pulso e analisador de oxigênio inspirado com alarme; ventilação com capnografia contínua com tubo traqueal até a extubação e alarme de desconexão; circulação com ECG contínuo e pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos; temperatura quando houver alteração clinicamente relevante prevista ou suspeita. Não trata de monitorização do bloqueio neuromuscular nem fixa quantidade de eletrodos ou sensores (premissa de custeio). Analisador, alarmes e linha de capnografia são estrutura da sala a confirmar pelo hospital. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, Harbell MW, Kuo CI, Soriano SG, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (atualização modular). Recomendação 1: líquidos claros com carboidrato até 2 horas antes da cirurgia em adultos saudáveis de procedimento eletivo, sem condição que aumente o risco de aspiração. Não define os tempos para sólidos e leite não humano, que pertencem à diretriz ASA de 2017 (não citada no produto). A bebida com carboidrato não é item de custeio deste produto. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36629465/
A3
Gan TJ, Jin Z, Ayad S, Belani KG, et al. Fifth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting: Executive Summary. Anesth Analg. 2026;143(3):497-513 (publicação online em 14/11/2025). doi:10.1213/ANE.0000000000007816. Relatório completo no Apêndice 1 (material suplementar). PMID: 41237407 (registro PubMed conferido pela auditoria externa de 23/10/2026). Histórico: quarto consenso, Anesth Analg. 2020;131(2):411-448, doi:10.1213/ANE.0000000000004833, PMID: 32467512, com errata publicada (teor não conferido).
Aplicação: Tipo: consenso de painel internacional. Relatório completo, diretriz 3: profilaxia com duas intervenções em adultos com qualquer risco de náusea e vômito; a associação de antagonista 5-HT3 com dexametasona é a combinação mais estudada. Diretriz 4: tratamento de resgate com agente de outra classe farmacológica; repetir a mesma classe não traz benefício (antagonista 5-HT3 pode ser repetido após 6 horas, se não houver alternativa). Não valida o dimenidrinato como escolha específica de resgate deste produto nem fixa as doses usadas no custeio. doi.org/10.1213/ANE.0000000000007816
A4
Bratzler DW, Dellinger EP, Olsen KM, Perl TM, Auwaerter PG, Bolon MK, et al. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery. Am J Health Syst Pharm. 2013;70(3):195-283. doi:10.2146/ajhp120568. PMID: 23327981.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASHP, IDSA, SIS e SHEA). Tabela 2, trato biliar: procedimento laparoscópico eletivo de baixo risco sem profilaxia (força A); alto risco: cefazolina ou alternativas (A). Nota l da Tabela 2: fatores de alto risco (urgência, diabetes, duração prolongada do procedimento, ruptura da vesícula, idade acima de 70 anos, conversão, ASA 3 ou mais, cólica biliar nos 30 dias anteriores, reintervenção em menos de um mês, colecistite aguda, derramamento de bile, icterícia, gestação, vesícula não funcionante, imunossupressão, prótese) e admissão de dose única para todos quando os fatores não são conhecidos antes da cirurgia. Tabela 1: cefazolina 2 g no adulto e 3 g com peso de 120 kg ou mais; redose por duração e perda sanguínea conforme a diretriz. Texto: início até 60 minutos antes da incisão. A força A da recomendação não se estende automaticamente a cada agente e dose. As 2 horas de sala do caso índice não equivalem a duração cirúrgica prolongada. A SHEA marca a diretriz como em revisão. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23327981/
A5
Sanabria A, Dominguez LC, Valdivieso E, Gomez G. Antibiotic prophylaxis for patients undergoing elective laparoscopic cholecystectomy. Cochrane Database Syst Rev. 2010;(12):CD005265. doi:10.1002/14651858.CD005265.pub2. PMID: 21154360.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise de ensaios randomizados (11 ensaios, 1.664 participantes, maioria de baixo risco). Infecção de sítio cirúrgico sem diferença (OR 0,87; IC95% 0,49 a 1,54). Conclusão: evidência insuficiente para apoiar ou refutar a profilaxia em baixo risco. Não demonstra dano nem define agente ou dose. Acesso ao resumo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21154360/
A6
Bourgeois C, Oyaert L, Van de Velde M, Pogatzki-Zahn E, Freys SM, Sauter AR, et al. Pain management after laparoscopic cholecystectomy: a systematic review and procedure-specific postoperative pain management (PROSPECT) recommendations. Eur J Anaesthesiol. 2024;41(11):841-855. doi:10.1097/EJA.0000000000002047. Resumo oficial de recomendações da ESRA. Histórico: Barazanchi AWH et al. Br J Anaesth. 2018;121(4):787-803, doi:10.1016/j.bja.2018.06.023, PMID: 30236241.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática procedimento-específica com recomendações (PROSPECT). Atualização 2024 (resumo oficial de recomendações): paracetamol IV e AINE ou inibidor da COX-2 antes da cirurgia; dexametasona IV; opioide como resgate; infiltração dos portais ou anestésico local intraperitoneal, sem combinar as duas técnicas; bloqueios TAP e ESP como segunda linha; gabapentinoide só quando a analgesia básica não é possível; pneumoperitônio de baixa pressão (abaixo de 12 mmHg); técnica de 3 portais recomendada, com a técnica preferida deixada à experiência do cirurgião. Não recomenda infusão de lidocaína IV. Revisão de 2018 (histórico): infiltração preferencialmente antes da incisão e lavagem com soro e aspiração do pneumoperitônio. Não define doses nem sustenta a dipirona, escolha institucional. esraeurope.org/wp-content/uploads/2024/08/Summary-recommendations_Lap-cholecystectomy-EN.pdf
A7
Thilen SR, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Monitoring and Antagonism of Neuromuscular Blockade. Anesthesiology. 2023;138(1):13-41. doi:10.1097/ALN.0000000000004379. PMID: 36520073 (registro PubMed conferido pela auditoria externa de 23/10/2026).
Aplicação: Tipo: diretriz de prática. Recomenda monitorização quantitativa em vez de avaliação qualitativa, no adutor do polegar, e razão TOF de 0,9 ou mais antes da extubação; recomenda sugamadex em vez de neostigmina no bloqueio profundo, moderado ou superficial por rocurônio ou vecurônio; sugere neostigmina como alternativa razoável no bloqueio mínimo (razão TOF de 0,4 a menos de 0,9). Nas conclusões: com recuperação espontânea adequada (TOF de 0,9 ou mais), identificada só por monitor quantitativo, o antagonista farmacológico não é necessário. Monitor quantitativo e sugamadex não estão na composição de itens deste produto. doi.org/10.1097/ALN.0000000000004379

Protocolo do procedimento

C1
Overby DW, Apelgren KN, Richardson W, Fanelli R; Society of American Gastrointestinal and Endoscopic Surgeons. SAGES guidelines for the clinical application of laparoscopic biliary tract surgery. Surg Endosc. 2010;24(10):2368-2386. doi:10.1007/s00464-010-1268-7. PMID: 20706739.
Aplicação: Tipo: diretriz de sociedade (níveis I a III, graus A a C). Seção III: colelitíase sintomática como indicação (nível II, grau A). Seção V.A: antibiótico não necessário na colecistectomia laparoscópica eletiva de baixo risco (nível I, grau A). Seção VI.C: não foi demonstrada diferença de segurança entre acesso aberto e fechado (I, A); a escolha segue treinamento, caso e julgamento. Seção VI.D: a segurança exige identificação correta da anatomia (I, A); o texto descreve a visão crítica com a limpeza do triângulo hepatocístico, a separação da parte inferior da vesícula do leito hepático e a identificação de um único ducto e uma única artéria entrando na vesícula, passos não graduados isoladamente. Seção VI.H: bolsa de extração opcional (III, C). Seção VI.I: dreno não necessário na eletiva (I, A). Seção IX.A: alta no mesmo dia possível com dor, náusea e vômito controlados (II, B). Não fixa número de portais, não trata de sonda gástrica e não especifica clipes de titânio. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20706739/
C2
Brunt LM, Deziel DJ, Telem DA, Strasberg SM, Aggarwal R, Asbun H, et al. Safe cholecystectomy multi-society practice guideline and state-of-the-art consensus conference on prevention of bile duct injury during cholecystectomy. Surg Endosc. 2020;34(7):2827-2855. doi:10.1007/s00464-020-07568-7. PMID: 32399938. Publicação simultânea: Ann Surg. 2020;272(1):3-23, PMID: 32404658.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática com consenso de especialistas (SAGES, AHPBA, IHPBA, SSAT, EAES). Q1: sugere a visão crítica de segurança para identificar ducto e artéria císticos (opinião de especialistas). Q13: sugere uma pausa momentânea antes de clipar ou seccionar estruturas (opinião de especialistas; a diretriz considera a evidência insuficiente). Q4: com anatomia incerta ou suspeita de lesão, imagem biliar intraoperatória (forte); na colecistectomia eletiva não aguda, nenhuma recomendação. Q10: técnica multiportal preferida ao portal único. Não trata de antibiótico, dreno, analgesia, internação, clipes nem registro em prontuário. Para colangiografia, ver a diretriz mais recente [C6]. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32399938/
C3
Darouiche RO, Wall MJ Jr, Itani KMF, Otterson MF, Webb AL, Carrick MM, et al. Chlorhexidine-alcohol versus povidone-iodine for surgical-site antisepsis. N Engl J Med. 2010;362(1):18-26. doi:10.1056/NEJMoa0810988. PMID: 20054046.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado multicêntrico em cirurgia limpa-contaminada (849 pacientes na análise por intenção de tratar). Intervenção: clorexidina 2% com álcool isopropílico 70% em aplicador, contra povidona-iodo aquosa 10% (degermação e pintura). Infecção de sítio cirúrgico em 30 dias de 9,5% contra 16,1%. Procedimentos biliares: 44 e 54 pacientes, com 2 e 5 infecções. Sustenta a antissepsia da pele com clorexidina alcoólica no conjunto estudado; não isola o efeito na colecistectomia videolaparoscópica eletiva e não estudou a sequência degermante 2% seguida de clorexidina alcoólica 0,5% deste produto, que fica a validar pelo controle de infecção hospitalar. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20054046/
C4
Gurusamy KS, Koti R, Davidson BR. Routine abdominal drainage versus no abdominal drainage for uncomplicated laparoscopic cholecystectomy. Cochrane Database Syst Rev. 2013;(9):CD006004. doi:10.1002/14651858.CD006004.pub4. PMID: 24000011.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise de ensaios randomizados (12 ensaios, 1.831 participantes; só 2 ensaios com baixo risco de viés; populações nem sempre exclusivamente eletivas). Sem diferença em mortalidade, eventos graves e internação; tempo cirúrgico cerca de 5 minutos maior com dreno. Conclusão: não há evidência que sustente dreno de rotina na colecistectomia laparoscópica não complicada. Não proíbe dreno em caso complexo nem demonstra ausência de dano. Acesso ao resumo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24000011/
C5
La Regina D, Mongelli F, Cafarotti S, Saporito A, Ceppi M, Di Giuseppe M, et al. Use of retrieval bag in the prevention of wound infection in elective laparoscopic cholecystectomy: is it evidence-based? A meta-analysis. BMC Surg. 2018;18(1):102. doi:10.1186/s12893-018-0442-z. PMID: 30453917.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise (2 ensaios randomizados e 1 estudo prospectivo, 605 pacientes). Infecção de ferida de 4,2% com bolsa contra 5,9% sem bolsa: sem redução estatisticamente demonstrada (RR 0,82; IC95% 0,41 a 1,63), evidência limitada. Excluídos nos métodos: colecistite aguda, icterícia, antibioticoterapia concomitante, imunossupressão, derramamento de bile ou cálculos e câncer de vesícula; o resultado não se estende a esses cenários. Não sustenta a bolsa como obrigatória nem como dispensável: a bolsa é premissa de prática e de custeio. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30453917/
C6
Kumar SK, Shehata DG, et al. SAGES guidelines for the use of intraoperative imaging of the common bile duct. Surg Endosc. 2025;39(11):7091-7102. doi:10.1007/s00464-025-12142-0. PMID: 40935939. Correção publicada: Surg Endosc. 2025;39:7854-7855 (03/10/2025), doi:10.1007/s00464-025-12282-3, PMID: 41044285; teor da correção não lido. Metadados conferidos no PubMed pela auditoria externa de 23/10/2026; página oficial da SAGES consultada em 23/10/2026.
Aplicação: Tipo: diretriz de sociedade (GRADE). KQ1 e KQ1b: sugere colangiografia intraoperatória em adultos submetidos a colecistectomia laparoscópica por doença biliar benigna, inclusive de rotina (recomendação condicional, certeza baixa). Com exames laboratoriais normais, visão crítica de segurança definitiva e nenhuma outra indicação, a colangiografia de rotina deve ser considerada individualmente, conforme experiência do cirurgião, fatores do paciente e recursos institucionais. Recomendação condicional preserva a autonomia clínica e pede decisão compartilhada. Não transforma a colangiografia em obrigação. www.sages.org/publications/guidelines/guidelines-for-the-use-of-intraoperative-imaging-of-the-cbd/

Protocolo pós-procedimento

P1
Gould MK, Garcia DA, Wren SM, Karanicolas PJ, Arcelus JI, Heit JA, et al. Prevention of VTE in nonorthopedic surgical patients: Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines. Chest. 2012;141(2 Suppl):e227S-e277S. doi:10.1378/chest.11-2297. PMID: 22315263. Errata: Chest. 2012;141(5):1369 (conteúdo não conferido).
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (GRADE). Risco muito baixo: sem profilaxia farmacológica nem mecânica, além de deambulação precoce. Risco baixo: sugere profilaxia mecânica, preferencialmente compressão pneumática intermitente (grau 2C). Não classifica a colecistectomia por si só: a categoria depende do escore individual. Não afirma que a meia isolada equivale à compressão pneumática. Acesso ao resumo; errata não conferida. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22315263/
P2
Vaughan J, Gurusamy KS, Davidson BR. Day-surgery versus overnight stay surgery for laparoscopic cholecystectomy. Cochrane Database Syst Rev. 2013;(7):CD006798. doi:10.1002/14651858.CD006798.pub4. PMID: 23904112 (registro PubMed conferido pela auditoria externa de 23/10/2026). Texto integral não acessado; esta revisão consultou o resumo.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise de ensaios randomizados (6 ensaios, 492 adultos com colelitíase sintomática, alto risco de viés). Sem diferença estatística em eventos graves, readmissão, falha de alta, dor e retorno às atividades entre regime ambulatorial e pernoite; ausência de diferença estatística não demonstra igualdade. Não define critérios de alta e não torna obrigatória uma diária: a diária única do caso índice é premissa econômica. Acesso ao resumo. www.cochrane.org/evidence/CD006798
P3
Society of American Gastrointestinal and Endoscopic Surgeons (SAGES) Guidelines Committee. Guidelines for deep venous thrombosis prophylaxis during laparoscopic surgery. Página oficial da SAGES, sem data, com endosso das diretrizes ACCP de 2012; consultada em 23/10/2026.
Aplicação: Tipo: diretriz de sociedade (endosso com ressalvas). Escore de Caprini 0: sem profilaxia, deambulação. Caprini 1 a 2: compressão pneumática intermitente. Caprini 3 a 4 (risco moderado): heparina não fracionada, heparina de baixo peso molecular ou compressão pneumática, considerando o risco de sangramento. Alto risco: heparina associada a meia elástica ou compressão pneumática. Não afirma que a meia isolada equivale à compressão pneumática. www.sages.org/publications/guidelines/guidelines-for-deep-venous-thrombosis-prophylaxis-during-laparoscopic-surgery/

Cenários salvos

Guarde versões da análise para comparar, duplicar, editar e restaurar: referência Evodux, cenário hospital, conta atual, negociação, contraproposta, contratado, previsto e realizado.

Rastreabilidade

Cada indicador com o dado de origem, a fonte, a premissa, a fórmula e o resultado. Nenhum dado ausente é tratado como zero sem aviso.

Construção técnica local. Não representa validação clínica nem integração concluída.